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Violência, civilização e Estado
Autor(a): Elaine Cristina Francisco Volpato
Mestre em Teoria Geral do Estado e professora da Unioeste em Foz do Iguaçu, da disciplina de Direito Administrativo, membro do Grupo de Estudo em Criminalidade.

Introdução

O presente texto tem por objeto evidenciar as relações entre os titulares do poder, a organização social e a submissão dos sujeitos de direito, ao poder soberano do Estado. Por se tratar de uma recuperação histórica e política, ademais fenomenológica, a figura estatal, para fins desse estudo, é tida como resultado do processo de civilização ocidental moderno, espacial e geograficamente limitado.

Dentre todas as possibilidades de análise, a que nos pareceu mais proveitosa e significativa, é a tecnologia sagrada da violência ou da coerção estatal, como meio para determinar a obediência de súditos e/ou cidadãos aos comandos normativos dispostos pelo poder soberano estatal.

Mais que uma pura análise histórica, o presente trabalho tem a preocupação didática de reconstruir e de recuperar conexões perdidas no estudo da Teoria Geral do Estado e das relações públicas e privadas com poder de império.

A violência, neste prisma, é parte importante de um eixo de leitura, atual e ainda muito pouco explorado, que nos pode possibilitar uma análise ontológica da existência humana, para redimensionar o primado dos direitos fundamentais e da dignidade humana.




Fonte: Cedido pela autora
26/8/2010

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