Artigos

 
Enfrentando as desigualdades da saúde global (II)
Autor(a): Padre Léo Pessini
Formou-se em Filosofia no Centro Universitário Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, no Brasil. Em Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana, de Roma. Especializou-se em Clínica Pastoral da Educação. Defendeu seu Mestrado e Doutorado em Teologia Moral e Bioética na Pontifícia Universidade Católica, em São Paulo. Recentemente concluiu seu Pós-Doutorado na Edinboro University, no Centro de Bioética na Pensilvânia (USA).
Asumiu recentemesnte a Ordem dos Camilianos.

Como já vimos em artigo anterior, o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, em cooperação com a Confederação Internacional de Instituições de Saúde Cató- licas, realizará, de 16 a 18 de novembro, a 32ª. Conferência Internacional, que abordará a temática das “Desigualdades na Saúde Global”.

 

O desafio que a humanidade tem pela frente, em termos de superação de situações de enfermidades e morte, é gigantesco. Anualmente, 303 mil mulheres morrem por causa de complicações com a gravidez e parto; quase 6 milhões de crianças morrem antes da idade de 6 anos; 2 milhões de pessoas são infectadas com o HIV/Aids e existem mais de 9,6 milhões de novos casos de tuberculose e 214 milhões de casos de malária; 1,7 bilhão de pessoas necessitam de tratamentos para as doenças tropicais negligenciadas; mais de 10 milhões de pessoas morrem antes da idade dos 70 anos por causa de doenças cardiovasculares e câncer; 800 mil pessoas cometem suicídio; mais de 1 milhão de pessoas morrem em consequência de acidentes no trânsito, nas cidades e estradas; 4,3 milhões de pessoas morrem por causa de patologias ligadas à poluição causada pelos combustíveis usados para cozinhar; e 3 milhões de pessoas morrem devido a poluição atmosférica.

 

Esses desafios não podem ser vencidos sem o enfrentamento dos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento dessas situações patológicas: 1,1 bilhão de pessoas fumam produtos de tabaco; 156 milhões de crianças menores de 5 anos estão atrofiadas e 43 milhões de crianças com menos de 5 anos são obesas; 1,8 bilhão de pessoas ainda bebem água contaminada e 946 milhões não têm facilidades higiênicas em suas casas; 3,1 bilhão de pessoas utilizam combustíveis poluentes para cozinhar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que “sistemas de saúde fracos permanecem como um obstáculo em muitos países, resultando em deficiências na cobertura até mesmo para aos serviços de saúde mais bá- sicos”.

 

Diante de tal quadro, os objetivos desse importante evento internacional da Igreja Católica são assim descritos: “Informar para conhecer, conhecer para agir, agir para mudar, mudar para oferecer serviços de saúde que protejam o direito à vida de toda pessoa, com a perspectiva esperançosa de uma resposta global em rede, para enfrentar os desafios internacionais das desigualdades”.



Fonte: Jornal O São Paulo
10/10/2017

Versão para impressão

 

 

ACADEMUS.PRO.BR - E-mail: academus@academus.pro.br
© Copyright 2001-2017 Academus.pro.br - Todos os direitos reservados